A Saúde da Mulher

A prevenção é o melhor instrumento para melhorar a qualidade de vida.

Se esta é uma afirmação cada vez mais aceite pela mulher actual, na prática ainda se encontra limitada a determinados períodos da vida.

Desde logo, a maioria das mulheres presta especial atenção à sua saúde no decurso de uma gravidez, mas quantas o fazem antes de tomar a decisão de engravidarem? E quantas têm um acompanhamento médico no decurso da adolescência, em que as fases criticas do desenvolvimento do corpo e início da actividade sexual são determinantes para o seu futuro como mulher adulta?

Uma parte significativa das mulheres interpreta o seu bem-estar em função do bem-estar da família, e em particular dos seus filhos, relegando para um plano secundário o seu próprio bem-estar, tantas vezes afectado por tentativas desenquadradas de dietas inconsequentes e causadoras de desgaste da sua própria auto-estima.

A saúde da mulher tem, antes de mais, de ser encarada como um pilar fundamental para a segurança e confiança em si própria, criando hábitos de vida saudáveis com reflexos para si e para todos os que a rodeiam.

No centro deste pilar está, naturalmente, um programa de despiste das patologias mais frequentes na mulher, e que inclui tipicamente, na mulher em idade fértil, uma visita anual ao seu Ginecologista, com realização de exame ginecológico, avaliação mamária, colpocitologia e exames imagiológicos, tais como ecografia ginecológica, mamografia e ecografia mamária. Esta lista é variável em função da idade e das necessidades específicas de cada mulher.

No entanto, o objectivo de uma Unidade de Saúde da Mulher vai muito além do programa standard de check-up anual. É necessário estabelecer com cada mulher uma relação de parceria na construção do seu bem-estar físico e, consequentemente, psicológico.

A relação de confiança entre os profissionais de saúde e a mulher deverá ser iniciada quando esta começa a ter consciência da sua própria feminilidade, o que acontece na adolescência quando o seu corpo começa a sofrer alterações. Decisões importantes e com impacto na sua saúde deverão ser contextualizadas na sua história clínica e antecedentes familiares.

Diversas questões devem ser previamente discutidas com profissionais de saúde que conheçam bem a mulher, como sejam: que método anticoncepcional usar; o que fazer antes de engravidar; o que fazer para minimizar os efeitos da menopausa; como perder peso e mantê-lo posteriormente; entre outras.

A Saúde da mulher é, antes de mais, uma atitude e uma forma de estar na vida.